ODE AO EGOÍSMO
Parabenizo os trabalhadores voluntários.
Mas apenas os realmente voluntários, os que não praticam a alteridade para preencher currículos, ou para promover a própria imagem em um cenário fabricado para fotografar o suposto subdesenvolvimento e a miséria.
Os trabalhadores voluntários que ninguém conhece, nem vai conhecer. Aqueles que demonstram que uma sociedade baseada em algo diferente do ego é possível. Que provam, ainda que momentaneamente, que o dinheiro não compra tudo.
Aqueles que não questionam o "por quê" ou o "para quê", apenas agem sobre o "por quem" e o "para quem".
Precisamos da silenciosa revolução da solidariedade, praticada desinteressadamente no dia a dia, como reflexo de nossas personalidades.
Até lá, ode ao egoísmo capitalista.